O relacionamento entre colaboradores de uma mesma empresa é um tema muito delicado que, muitas vezes, por ser uma questão que envolve aspectos emocionais intensos, acaba sendo muito difícil de gerenciar de uma maneira direta e objetiva. Apesar das muitas dúvidas e polêmicas que o tema gera, há um fato inquestionável a ser afirmado: legalmente, a empresa não pode proibir que colegas de trabalho mantenham relacionamentos!

Porém, é em relação às atitudes durante o horário do trabalho e nas dependências da empresa que os códigos de conduta devem se concentrar. Eles devem contemplar as atitudes que se julguem adequadas para evitar prejuízos ao desempenho da equipe, punições e demissões por parte da empresa, e processos trabalhistas por parte dos colaboradores envolvidos.

O que é ou não permitido para empregados que mantenham relacionamento dentro de uma mesma empresa pode tanto ser delimitado pelo bom senso, ou uma conversa prévia com os gestores, quanto ser definido de maneira mais clara e direta pelo código de ética, o que é altamente recomendável tendo em vista o caráter emocional da situação que gera grande imprevisibilidade sobre o que pode, ou não, ocorrer nesses casos.

O que deve ser evitado dentro do ambiente de trabalho?

– Beijos, abraços, demonstrações de afeto em geral

– Brigas e discussões relacionadas ao casal

– Apelidos carinhosos (bebê; amor; etc.)

– Evitar comunicação pessoal por meio de canais internos como email corporativo, entre outros

Todas essas situações devem estar contempladas no código de conduta da empresa caso ele exista.

Após o início do relacionamento, é importante que o fato seja comunicado de maneira transparente à toda a equipe e chefia, para evitar insinuações, fofocas ou qualquer outro constrangimento decorrente do desconhecimento do fato.

Para as empresas, é vital lembrar que não é permitida, legalmente, a proibição do relacionamento entre funcionários e que caso essa atitude seja tomada sem uma justificativa muito clara, há o risco de processos trabalhistas que podem ter como consequência a reincorporação do colaborador ao quadro ou mesmo o pagamento de indenizações.

Por isso, se um gestor começar a identificar problemas que tenham como causa o relacionamento de funcionários, as medidas devem ser tomadas de forma gradual, em um primeiro com conversas e em casos mais graves com a mudança de departamento ou filiais antes da escolha pela demissão. A previsão desse tipo de caso nos códigos de conduta ajuda os gestores a ter um procedimento com mais padrão nessas ocasiões, facilitando seu processo de decisão.