A reforma trabalhista entrou em vigor em novembro de 2017. De lá para cá, foi possível perceber algumas grandes mudanças diretamente ligadas às medidas contempladas em sua redação, como também um impacto menor do que o esperado.

A geração de empregos, por exemplo, não atingiu o patamar projetado no governo Temer de cerca de 2 milhões de empregos em 2 anos, por outro lado, a redução nos números de processos trabalhistas e pedidos de indenização por danos morais por parte dos empregadores diminuiu de maneira sensível.

Outro impacto bastante claro da reforma trabalhista se refere à arrecadação dos sindicatos de trabalhadores e dos patronais. Em 2017, a arrecadação dos sindicatos foi de R$ 3,64 bi, lembrando que a reforma entrou em vigor apenas no final desse ano, em novembro, tendo pouca influência no total arrecadado. Já em 2018, primeiro ano cheio de vigência da reforma, o valor arrecadado foi de R$ 500 mi, uma queda de 86%.

Tamanha queda afetou diretamente o número de acordos e convenções firmados do pós-reforma. Com menos recursos nos sindicatos, as negociações se tornaram mais arrastadas e engessadas.  Mesmo com a nova lei prevendo a prioridade do acordado sobre o legislado, a necessidade dos sindicatos de manter sua principal fonte de receita acabou anulando essa liberdade que, em teoria, viria a ser maior.

Dado ao contexto ainda conturbado após mudanças tão significativa na relação entre sindicatos e empregadores, a atuação dos advogados ganha grande relevância, devendo estar preparados para contribuir com as novas demandas do mercado.